terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O Nascimento

Depois de uma gravidez maravilhosa, em que tudo dava certo, só tivemos um pequeno susto, cercados pelo amor da Família e as bênçãos não paravam de se acumular, o final da gestação começou a se aproximar.

Se tudo corresse de acordo com as previsões para partos singulares, a data seria por volta de 18 de outubro, mas sabíamos que gêmeos gostam de nascer mais cedo, e já fomos nos preparando pro caso.

E não é que, dia 11 de setembro, quando estava chegando na Fazenda, Luana me ligou dizendo que o tampão mucoso tinha saído? Corri pra Recife, falamos com o médico e ele nos disse que ela deveria ficar em repouso  absoluto, só se levantando para ir ao banheiro, e assim foi feito.

Mas Deus tem outras ideias...

Às 0330 da madrugada, Luana me acordou. A bolsa havia estourado! Liguei para o médico, que disse para irmos para o hospital, e perguntar se havia duas vagas na UTI neonatal. Só chegarmos lá, só havia uma vaga. E agora? Embora eu não gostasse dele, fomos à única outra maternidade atendida pela Unimed em Recife, a Santa Lúcia.

Lá, havia as vagas e decidimos ficar lá. E bem o fizemos! Às 1119, Bento nasceu, seguido um minuto depois de Joaquim.

Ainda na sala de parto, Dra. Rosa Malena, a pediatra que recebeu Bento o colocou em meus braços. Juro, nada na vida se compara a aquela sensação. De repente, tudo mudou. Meio que senti um choque, uma nova onda, como se todo o meu ser tivesse mudado ao contato com aquele corpinho de nada. 2.247g...

Dr. Reginaldo Freire, o pediatra que cuidou de Joaquim e estava lá prestando o maior favor, me chamou para cortar o cordão de meu Caçula. Tão pequenininho... 2.440g... Seja tremi todo. Ainda hoje não sei como foi que não errei algo!

Depois, o momento magico: Quando Dr. Reginaldo levou Joaquim para Luana ver, notou que ela estava lactando. Instantaneamente, colocou-o para mamar, e Dra. Rosa colocou Bento do outro lado.

E foi assim, naquele instante prosaico, que deixamos de ser um casal para ser uma família.

Lembra da história da UTI? Pois é. Eles não precisaram, ficaram uma hora em observação, como todos bebês, e depois subiram pro quarto junto com a mãe!

E aí a nossa história começou!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Como tudo começou.

Pois é...

Um dia estava eu, 40 anos, divorciado, sem filhos... Me sentia um nada. Incompleto.Verdadeiramente maldito e castigado por Deus.

Mas aí, num dia 29 de dezembro, conversando na beira da piscina com uma prima, ela me sugeriu um app de relacionamentos, que me ajudaria. Quando cheguei de volta ao hotel, instalei o tal app. Cerca de 15 minutos depois, comecei a conversar com uma menina da Paraíba. Duas semanas depois, fui a João Pessoa, e começamos a namorar. Um ano depois, nos casamos e, depois de mais duas semanas, enquanto jantávamos com um casal de amigos, ela me pediu para montar um quebra-cabeças.Nele estava escrita uma das frases mais importantes da minha vida:

DENTRO DE MIM, AGORA BATEM DOIS CORAÇÕES POR VOCÊ!

Quase tive um troço! Não apenas o meu maior sonho estava se realizando, mas também ali, naquele quebra-cabeças, estava a confirmação de que Deus havia me perdoado! Passei dias atarantado, sem saber o que fazer com tanta alegria!

Um mês depois, durante a primeira ultrassonografia, o médico disse a segunda melhor frase da minha vida:

O BABY SÃO DOIS, TÁ?

Quase caí na hora! Sério, quase desmaiei, mesmo! Nunca tinha esperado ter um filho, quanto mais DOIS! Gêmeos univitelinos, idênticos!
Bento e Joaquim.
Nascidos no dia 12 de setembro de 2015, às 1109 e 1110, mudaram a minha vida.

E este Blog servirá para contar as nossas aventuras, alegrias, apreensões...

Vamos ver no que dá?